HISTÓRIA

ENACOL - Anos 70 

Em 1979 tendo em conta a crise energética que se verificava a nível mundial, o Governo de Cabo Verde de então, decidiu criar a ENACOL com o intuito de:

Evitar a especulação dos preços dos produtos petrolíferos a nível do mercado interno; 
Controlar o custo de abastecimento ao país; 
Garantir o abastecimento interno; 
Procurar aumentar ou manter o nível das vendas no Porto de S. Vicente face à concorrência dos portos vizinhos; 
Contribuir para o aumento do tráfego do Aeroporto Amílcar Cabral; 
Contribuir para o desenvolvimento do Estado de Cabo Verde com lucros da exploração da actividade da empresa.

Assiste-se então, à publicação do Decreto-Lei Nº 122/79 no B.O Nº 50 de 1979 que cria a ENACOL, Empresa Nacional de Combustíveis, EP., cujo objecto era a importação, reexportação, transporte, armazenamento e comercialização de petróleo e seus derivados.

ENACOL - Anos 80 

O 1º ano de actividade, 1980, foi marcado pela criação de infraestruturas operacionais básicas e pela recuperação das instalações que eram da então Miller´s & Cory´s, tendo em conta o mau estado de conservação em que se encontravam, mas também pelo facto de não estarem totalmente vocacionadas para as novas actividades previstas, no que se refere à comercialização de produtos derivados de petróleo.
Ainda em 1980, a ENACOL inicia a construção de pequenos Postos de Venda.
Em Junho de 1982 dá-se o início da construção das Instalações da ENACOL na ilha do Sal para armazenamento de combustível para aviação. Em 11 de Dezembro do mesmo ano iniciou-se a actividade Comercial de fornecimento às Aeronaves Internacionais no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral.
Ainda em 1982 é assinado o contrato de construção das novas Instalações de Armazenamento de Gás Butano na Praia, com financiamento do Governo da Alemanha.
O ano de 1983 fica marcado pelo grande volume de vendas no Mercado de Aviação que totalizou 26.197 MT. Nesse ano, o quadro do pessoal contava com 62 trabalhadores distribuídos pelas ilhas de S.Vicente, Santiago e do Sal.
O ano de 1984 foi considerado o ano de consolidação da empresa:
Regista-se a assinatura do contrato de armazenagem de produtos com a FACUB - Frota Atuneira Cubana e a angariação de novos clientes no mercado da aviação, a destacar a TAAG, Linhas Aéreas Angolanas e a FAB, Força Aérea Brasileira;
A 5 de Julho é inaugurada a Instalação de Enchimento de Gás Butano na Praia, com uma capacidade de 1.500 toneladas métricas. A Instalação veio a possibilitar a importação do Gás Butano a granel;
A primeira descarga de butano a granel, transportado pelo N/M ³ FORTUNATO 2 foi realizada no dia 29 de Julho de 1984.
A 31 de Janeiro de 1985, a ENACOL assina um contrato de fornecimento de JET-A1 com a PETROBRAS.
No ano seguinte, 1986, a ENACOL começa a fazer parte do Capital Social da SODIGÁS ¬ Empresa de Produção e Comercialização de Oxigénio e Acetileno, em 30%.
1987 foi o ano de saneamento financeiro da empresa. O Capital Estatutário foi aumentado de 60.000 contos para 250.000 contos, mediante o Decreto-lei Nº 87/87.
Em 1988 terminam as obras de construção das instalações de combustíveis líquidos ¬ Gasóleo - em Santiago e no Sal.
Inicia-se no mesmo ano, a comercialização da garrafa de gás de 3 Kg, principalmente nas ilhas de Santiago e de S. Antão.
Em 1989 é introduzida uma inovação no Gás Butano: a comercialização de um ferro de engomar associado à garrafa de 3 Kgs.

 ENACOL - Anos 90 

Em 1990, contratos importantes são assinados, como por exemplo, com a CHEVRON ¬ USA, para armazenagem e comercialização de Fuel e com a Petrogal enquanto fornecedor de Jet-A1, Gasóleo, Gasolina e Butano.

Em 1995, o Governo assume os passivos da empresa, na ordem dos 2.026.000 contos.
Em Dezembro de 1996, a ENACOL tornou-se numa Sociedade Anónima, tendo ocorrido a sua transformação em Empresa de economia mista, através da sua privatização parcial. Dois novos Accionistas, a PETROGAL e a SONANGOL juntaram-se ao ESTADO DE CABO VERDE para conjuntamente e na qualidade de Parceiros Estratégicos, promoverem o necessário desenvolvimento da ENACOL, tanto a nível nacional como além - fronteiras. Efectivamente, pelo Decreto-Lei nº48/96 (B.O nº 43 de 18 de Dezembro 1996), é alienado 65% da participação Social do Estado, resultado das entradas da PETROGAL de Portugal e da SONANGOL de Angola, seguindo-se a Oferta Pública de Venda em 1999, pela qual 5,5% do capital social da ENACOL passou a ser detido pelos trabalhadores, pelos emigrantes e pelo público em geral.
Em 1997, a gestão da ENACOL assume um novo modelo: uma Comissão Executiva composta por três Administradores executivos, representantes do Estado, da Galp e da Sonangol.
Com o Decreto-Lei Nº 47/98, a ENACOL é transformada em Sociedade Anónima de capitais públicos.
Em 1999 dá-se a mudança da identidade visual da ENACOL: um novo logotipo é criado e surge uma nova imagem corporativa.
Igualmente em 1999, muda-se a cor das garrafas de gás: o verde passa para a cor Laranja e associa-se o nome “Laranjinha” às garrafas, mediante uma forte campanha de comunicação.
Ainda em 1999, a ENACOL inicia uma remodelação profunda da sua rede de Postos de Venda.

 ENACOL - Anos 2000 

Em 2002, a ENACOL passa a ter um novo modelo de gestão: uma Direcção-geral a reportar-se a um Conselho de Administração.

Em 2004, é lançada no mercado, a garrafa de gás de 6 Kgs.

Inicia-se a comercialização de lubrificantes sintéticos, também no ano de 2004.

Em Novembro de 2005, no âmbito da sua política de inovação, a ENACOL apresenta ao mercado, um novo sistema de pagamento de combustíveis, com base num chip electrónico - o CHIP POWER, na modalidade Pré-pago.

Em 2006 é assinado um contrato de compropriedade com a Shell, Cabo Verde, relativo ao quadro de amarração de petroleiros e respectivo sistema de iluminação mar e terra, o sealine que liga o quadro de amarração às instalações da Palmeira, para descarga de gasolina e Jet A1, o pipeline Palmeira - Espargos para Jet A1 e pipeline para descarga de TFO e para abastecimento à Electra.
Em Agosto de 2006 é criada a ENAMAR – Sociedade de Transportes Marítimos, Sociedade Unipessoal, com capital social pertencente à ENACOL, com o fim de gerir a indústria de transportes Marítimos.
Também em 2006, são adquiridos os Navios Dragoeiro e John Miller’s.
Em Março de 2007, o Estado decide alienar a sua participação na ENACOL, através de uma Oferta Pública de Venda. Esta consistiu na venda de 285.088 de acções, representativas de 28,5% do capital social. Tratando-se de um sector estratégico para a economia de Cabo Verde, o Governo optou pela manutenção de uma Golden Share, possibilitando-o assim, de ter uma palavra decisiva em questões estratégicas na vida da empresa. O capital social da ENACOL, a seguir à OPV ficou assim constituído: Petrogal - 33,2%, Sonangol - 33,2%, Outros Accionistas - 29%, Trabalhadores - 2,5% e Estado de Cabo Verde - 2,1%.
Em Julho de 2007 é criada a empresa ENACOLGEST – Sociedade de Gestão e Investimentos, empresa participada da ENACOL, cujo objecto consiste na importação e comercialização, gestão e aprovisionamento, exploração de áreas de serviço e postos de abastecimento de combustíveis, elaboração e gestão de projectos de manutenção e construção de instalações e Postos de Abastecimento.

Em Dezembro de 2007, com a ENACOL cotada em Bolsa, deu-se uma outra alteração significativa na constituição do capital social: Galp Energia, 37,5%, Sonangol, 36,7, Demais accionistas, 17,5%, Caixa Banco Investimentos, 6,2 e Estado de Cabo Verde, 2,1%.
Ainda em 2007, são assinados novos contratos de compropriedade com a Shell Cabo Verde, desta feita referentes a: sistema de abastecimento de combustível no cais do Porto Grande, em S. Vicente, relativamente ao quadro de amarração de petroleiros e respectivo sistema de iluminação mar e terra, o sealine que liga o quadro de amarração às instalações da Galé para descarga de gasóleo e fuel oil e pipeline Galé / Instalações ENACOL; pipeline para Jet A1, de instalações da Achada Grande ao Aeroporto da Praia, em Santiago.
2009 entra para a História da ENACOL, como sendo o ano da consolidação da Liderança do Mercado, com 54,8% de Quota.
Em Abril de 2009, a ENACOL inova no mercado de Gás Butano, lançando nas cidades do Mindelo e Praia, uma nova garrafa de Gás, a Laranjinha Light. Uma nova geração de garrafa de gás mais leve, muito segura, ergonómica, um produto não-corrosivo, resistente, integralmente reciclável e com um visual atraente.
Ainda em 2009, dá-se uma nova alteração na estrutura do capital social da empresa: Galp Energia, 48,28%, Sonangol, 38,45%, Demais accionistas, 11,45%, e Estado de Cabo Verde, 2,1%.
No ano de 2010, a ENACOL continuou a reforçar a liderança global do Mercado de Combustíveis passando de 54,8% de 2009 para a quota histórica de 64,7%.
Em Junho de 2010, de modo a expandir o seu campo de actuação no mercado cabo-verdiano de combustíveis a ENACOL altera o seu objecto social, que passa a ser : “A sociedade tem por objecto principal a importação, processamento, distribuição, transporte, armazenagem, comercialização e reexportação de hidrocarbonetos e seus derivados, incluindo betumes, óleos base e lubrificantes e exploração de parques de armazenagem, bem como das respectivas estruturas de transporte primário intra e inter-ilhas, recepção, movimentação, enchimento e expedição de combustíveis líquidos e gasosos, a exploração de postos de abastecimento e áreas de serviço, de assistência a automóveis, a produção, distribuição e comercialização de outras formas de energia não fóssil, designadamente solar, eólica, hídrica e outras fontes renováveis, a exploração das respectivas instalações, bem como outras actividades industriais, comerciais de investigação ou de prestação de serviço, conexas com este objecto principal.

Em Outubro de 2010 a ENACOL apresenta ao mercado cabo-verdiano, mais um serviço inovador, no que toca ao fornecimento de Gás Butano: O GÁS CONFORTO
Com este novo sistema, o gás é fornecido através de canalização própria, a partir de instalações localizadas no exterior dos edifícios e com recurso a Garrafas de 12,5 Kgs e 55 Kgs ou reservatórios de gás com diferentes capacidades, consoante as necessidades. A instalação e a manutenção são executadas por equipas técnicas especializadas da ENACOL, com um elevado sentido de profissionalismo, dando todo o acompanhamento ao cliente.
Em Dezembro de 2010 é assinado um contrato de parceria com a AEGEAN – empresa grega de logística, dando início a uma cooperação estratégica, no âmbito do Bunkering, com consideráveis vantagens para a ENACOL. O contrato aparece na sequência da aposta forte no mercado do Bunkering, pela ENACOL, aproveitando a óptima situação geográfica de Cabo Verde, no Oceano Atlântico, aliando a sua prestação de serviços de qualidade, no intuito de levar o Porto Grande do Mindelo a obter os resultados áureos alcançados na época do comércio do carvão.

Em Fevereiro de 2011 iniciam-se as operações de Bunkering, no Porto Grande, com a chegada do Navio Dilos, pertencente à AEGEAN.

No âmbito do segmento da rede de Postos de Combustível, em Abril de 2011, a ENACOL inaugura o primeiro espaço – PONTO LARANJA - na Ilha da Boavista, um novo conceito, que passou a identificar as Lojas de conveniência e Cafetaria da ENACOL.

Em Julho de 2011, a ENACOL lança no mercado, o CHIP POWER na modalidade PÓS-PAGO: abastecimentos em combustíveis nos Postos de Venda e pagamento posterior e mensal, por débito em conta bancária do cliente.

Em Setembro de 2011, a ENACOL adquire o Navio /Tanque Baía, no sentido de redução de custos na prestação de serviços do Bunkering.

Em Junho de 2012, o valor nominal das acções da ENACOL passa de 500$00 para 1.000$00 aumentando consequentemente, o seu capital social de 500.000.000$00 para 1.000.000.000$00, por incorporação de reservas, alterando-se assim, o Artigo 5º dos seus Estatutos.

 

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